"O exercício do amor verdadeiro não pode cansar o coração"
Emmanuel


03 fevereiro 2016

Coincidências de uma vida imortal



Nós vivemos num mundo envolto de probabilidades. Por exemplo, a possibilidade de chuva durante a semana, a chance de uma pessoas acertar os números na loteria e faturar o prêmio, entre outras. Até uma simples dor de cabeça pode ter diferentes origens, o que demanda várias possibilidades da causa.

No entanto, é fácil observar que sempre junto com as possibilidades vem algo que busca relacionar e até prever os possíveis resultados, ou os que acontecem com mais frequência.

Essa relação pode vir de várias maneiras, seja por uma pesquisa científica e monitoramento da natureza (como no caso das chuvas), ou por uma crença em algo não palpável (como a sorte no caso da loteria) ou na experiência e conhecimento adquirido (como o médico que examina o paciente).

Porém, quando a relação entre os resultados e as suposições deixam lacunas que não são resolvidas com um conhecimento apreendido, seja um saber científico ou crença transcendente, e parece não haver uma causa ou consequência aparente relacionada ao que conhecemos, nós temos a tendência de dizer que aconteceu uma coincidência.

Mas pense na natureza, o tamanho da diversidade que há ao nosso redor, imagine um jardim e como a grama cresce influenciada por fatores que podemos identificar e outros que nem sempre conhecemos ou suspeitamos da sua causa. Um jardineiro tem uma olhar diferente de um biólogo e de uma pessoa sem conhecimento de plantas.

A maneira como que descrevem o jardim é feita a partir do nível de conhecimento sobre aquela área. Mas, é importante ressaltar que embora existam modos diferentes de compreender aquela situação, todos são capazes de apreendem a realidade aparente com os sentidos.

Dessa forma, podemos pensar: “será que existem as coincidências ou é apenas a complexidade do mundo que nos escapa pela vulgaridade de nossa ignorância?”.

Dica de leitura

Pensando nessa reflexão, a dica de livro de hoje é “A Mansão da Pedra Torta” da médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho pelo espirito Antônio Carlos que traz, por coincidência (vejam só), uma história que envolve essa pergunta.
 
O livro é um romance de fácil leitura, pois o emprego da linguagem simples e direta aliada aos diálogos entre as personagens torna a experiência da leitura bem fluida e de fácil compreensão.

Já quanto a história, posso dizer que é algo bem envolvente já que a narrativa se desenvolve a partir do autodescobrimento da personagem Ana Elizabeth que encontra na exploração de cada conto e canto da Mansão da Pedra Torta um meio de devassar seu próprio passado espiritual que não tinha ideia de que existia. Essa dinâmica confere uma certa ansiedade para saber como a história vai acabar ao final das 192 páginas.

Vale ressaltar que assim como Ana não suspeitava o que poderia vir após uma simples oferta de emprego, o livro coloca o leitor para pensar a respeito das tais coincidências da vida por meio de uma história simples que poderia acontecer (e está acontecendo o tempo todo) com qualquer um de nós.

A descoberta e afloramento de sentimentos de vidas passadas e o comprometimento espiritual que pode atravessar reencarnações também estão presentes nesta obra. Aqui vale lembrar o que Kardec escreveu no Livro dos Espíritos sobre o mecanismo de atração entre espíritos afins.


388. Os encontros, que costumam dar-se, de algumas pessoas e que comumente se atribuem ao acaso, não serão efeito de uma certa relação de simpatia?
“Entre os seres pensantes há ligação que ainda não conheceis. O magnetismo é o piloto desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor.”

Porém, como a história é contada com diálogos que são ilustrativos quanto a essa questão espiritual não é necessário do leitor nenhum conhecimento específico sobre a Doutrina Espírita para entender a situação.

Assim, essa é uma obra não apenas para servir de reflexão sobre o mecanismos das “coincidências”, mas também para instigar a atenção do leitor aos detalhes da própria vida e a relação dele com algo maior que apenas a existência temporal.

Ficha Técnica
Livro: A Mansão da Pedra Torta
Autor: Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (médium) e Antônio Carlos (autor espiritual)
Páginas: 192
Editora: Petit




17 setembro 2015

Espiritismo sério, mas de bom humor



Hoje a nossa dica de vídeo está relacionada ao Espiritismo e ao bom humor. No livro “Rindo e Refletindo – Volume 2” de Richard Simonetti ele demonstra por meio do capítulo “Quem não gosta de samba...” que o humor como estado de espírito faz parte de nós e por isso o bom e o mau humor também.

E pensando nisso, a sugestão nossa é a de que conheça a Companhia Amigos da Luz, um grupo de teatro profissional especializado em comédia que trabalha temas do universo espírita.

O vídeo a seguir é um pouco do trabalho que pode ser conferido no site do Cia Amigos da Luz.

“Quem pode lhe fazer mais mal, um obsessor ou você mesmo? Sem dúvida a obsessão é um transtorno real e penoso pros espíritos envolvidos, mas será que na maioria das vezes não somos nós mesmos a nos causar os maiores problemas, usando mal nosso próprio livre-arbítrio?”(descrição no vídeo no canal do Cia Amigos da Luz no Youtube)

16 setembro 2015

Teoria e prática



Um dos temas muito comentados no universo espírita, principalmente por aqueles que se julgam profundos conhecedores da doutrina, é a relação entre a teoria e a prática, muitas vezes traduzida de forma simplificada como espírito e matéria.

E nessas discussões é normal levantar questões como: Qual o limite de um e de outra? Qual a mais importante? Como desenvolver?

Aqui não iremos apontar esse ou aquele trecho de obra doutrinária ou da codificação de Kardec, mesmo porque o objetivo não é criar uma luta entre essa ou aquela ideologia ou autor, mas sim buscar extrair a noção de teoria e prática por meio da lógica do cotidiano.

Primeiramente vamos olhar para o processo de percepção e atuação do homem. Como seres dotados da faculdade de pensar, nós embasamos parte de nossas interações com o mundo por meio da racionalidade, ou seja, pensamos e então agimos.

Porém, no momento em que praticamos uma ação, esse processo promove necessariamente uma resposta a nossa atuação, pois quando realizamos algum ato, essa interação irá criar uma consequência. A princípio parece complicado, mas vamos a um exemplo.

A mesa

Nós iremos construir uma mesa de madeira. Pensamos na estrutura, pés, tampo, acabamento etc, criando um modelo mental (que aqui chamaremos de ideia/conceito) sobre a mesa que queremos fabricar.

Pois bem, a medida que vamos construindo a nossa mesa, ou seja, saindo da ideia (conceito) para interagir com o ambiente, notamos que a transformação da matéria manipulada (madeira) é fruto da ação da ideia.

Porém ao mesmo tempo, a ideia também começa a sofrer a ação do material, pois a medida que vai recebendo novas informações a respeito das possibilidades daquele material trabalhado, vai conhecendo as propriedades e a melhor maneira de trabalhá-las.

Assim, falamos coisas do tipo: “achei que de tal forma fosse melhor, mas agora por causa disso é mais eficiente fazer de tal modo”, “pensei em fazer assim, mas acredito que agora deva ser de outra maneira”.

Numa primeira vez é bem provável que não consigamos alcançar todas as expectativas em relação a ideia que tínhamos em mente. Contudo, a medida que fabricarmos mais mesas a possibilidade delas ficarem mais parecidas com a nossa ideia é maior, pois estamos cada vez mais conhecendo as possibilidades do material e consequentemente, nos aperfeiçoando.

Dessa forma, a nossa ideia ou modelo mental (conceito) vai se modificando a medida que interagimos com o mundo. Assim, não é possível evoluir apenas absorvendo teorias, é necessário colocá-las em práticas para que sejam aperfeiçoadas por meio da interação com o mundo, tornando-se experiência acumulada.

É claro que quanto o maior número de informações formulando uma ideia, mais complexa e desenvolvida ela pode se apresentar, porém somente a prática é que vai alinhar essas informações e mostrar quais realmente são úteis.

O inverso também se mostra compatível, pois não adiantaria nada praticar algo sempre da mesma forma esperando um resultado diferente, pois faltam novas informações que poderiam direcionar para um caminho diferente.

Dessa forma, se pesarmos que toda a nossa experiência é o resultado da interação entre ideia e mundo podemos concluir que uma não se desenvolve plenamente sem a outra, portanto para que a nossa mesa evolutiva não fique manca, é necessários que as bases sejam correspondentes.

24 julho 2015

Espiritualidade com os espiritos



Quando você se depara com a frase “O Poder da Espiritualidade” o que imagina?

Não são raras as pessoas que responderiam que esse conceito se encaixa a um ser do mundo espiritual muito mais evoluído do que nós e que pudesse realizar façanhas que para nós, no atual estágio evolutivo, seria impossível.

Também não seria incomum ouvirmos a explicação de que se trata da devoção e determinação com as quais as equipes espirituais desempenham seus trabalhos em prol da humanidade.

No entanto, poderíamos até encontrar quem diga que a ‘espiritualidade’ é composta pelos desencarnados de maneira geral.

Pois bem, pensemos no significado da palavra espiritualidade para ampliarmos a nossa visão. O vocábulo ‘espiritualidade’ é um substantivo feminino, ou seja, é uma palavra que por si só pode designar algo ou alguma coisa.

Dessa forma, ‘espiritualidade’ é um termo que vem para designar algo com relação ao espírito. E se pensarmos que os espíritos superiores contam a Allan Kardec que todo universo é constituído de dois elementos gerais (Questão 27 do Livro dos Espíritos), principio inteligente (de onde saem os espíritos) e fluido cósmico universal (fonte originária de tudo o que é material), logo a espiritualidade é uma qualidade (qualificação) do que pertence ao universo do espírito.

Assim, ‘espiritualidade’ é algo que depende da vontade do espírito, portanto os conceitos anteriores estão corretos, embora incompletos.

Pensando diferente

Agora vamos pensar que se aceitamos encarnados e desencarnados como espíritos isso demonstra que ‘espiritualidade’ não fica restringida ao mundo espiritual, ela está onde o espírito se encontra.

E pensando nessa forma, trazemos uma dica de leitura do escritor William Sanches cujo título do livro é exatamente “O Poder da Espiritualidade”.

Nesta obra, William traça uma espécie de roteiro para que possamos descobrir o nosso potencial espiritual, justamente com a visão de que a 'espiritualidade' está dentro de nós e não fora.

É interessante notar que o conceito de coragem se faz presente nas páginas em vários momentos em que estamos fazendo a imersão no conteúdo. Além disso, o autor trabalha exemplos práticos do nosso cotidiano em que podemos exercer essa virtude.

Conhece o trabalho do autor em seu site AQUI
Engana-se quem pensa que este pode ser um considerado um livro de autoajuda, é antes disso um mapa (e digo mapa porque me parece que a intenção do autor é realmente que sigamos as pistas e possamos nos descobrir por nós mesmos) com sugestões de como podemos mesmo diante de nossos medos conseguir alcançar nosso potencial divino, a nossa ligação com Deus.

Em minha opinião, não é um livro para se ler de uma vez, mas para ter como companheiro por um bom tempo a fim de exercitar a reflexão sobre o seu conteúdo, bem como consultá-lo em algumas situações em que não sabemos onde deixamos a nossa coragem, pois tem uma linguagem direta e trata de assuntos como autoconhecimento, vida profissional, prosperidade, relacionamentos entre outros.

Enfim, é uma dica de leitura para quem fazer sua jornada de autoconhecimento e entre os recônditos cômodos de seu ser espiritual encontrar sua reluzente chama divina, afinal de contas, o único ser que teremos que conviver por toda a imortalidade somos nós mesmo, portanto vamos aprender a viver da melhor maneira.


Ficha Técnica
Livro: O Poder da Espiritualidade
Autor: William Sanches
Páginas: 200
Editora: Petit